domingo, 26 de junho de 2011

Libertar escravos e escravas é fazer participar da bênção (Dt 15,12-18)


Essa idéia de manter a bênção recebida incondicionalmente de Deus através da prática da

solidariedade continua a ser substancialmente trabalhada no texto de Dt 15,12-18. Aí se trata da libertação de escravos e escravas por ocasião do ano sabático[14]. Afirma-se aqui o projeto de que israelitas, homens e mulheres, que tenham entrado em uma relação de dependência para com outro israelita enriquecido, deverão poder ser submetidos a uma período de somente 6 anos de servidão. No sétimo ano, no momento da alforria, deverá ocorrer a sua libertação, devendo inclusive haver uma espécie de indenização pelo tempo de servidão, “pois seis anos te serviu por metade do salário” (v.18). O israelita proprietário deverá “encher os ombros” das pessoas alforridas para que estas possam recomeçar a vida.

Esse texto, pela sua temática, inexoravelmente faz uma referência à história do amor incondicional de Javé por aquele Israel do Egito. “Lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito e de que Javé, teu Deus, te libertou...” (v.15). O êxodo é dádiva incondicional. Essa solidariedade divina deverá expressar-se, no tempo presente da formulação das leis e “no ouvido das gerações futuras” (confira Lc 4,21), através da inclusão de pessoas dependentes na lógica da bênção presente.

Como a realização desta lei social deveria ter sido algo “custoso” para os israelitas prósperos naquele Israel do final da época da monarquia em Judá, não é casualidade que aqui reapareça pela quarta vez a referida fórmula. Manter a bênção da liberdade, conferida de modo incondicional por Deus a Israel no êxodo, significa a libertação de pessoas escravas no tempo presente. Assim, a bênção do êxodo se reproduz na lógica da libertação no presente. Libertar escravos e escravas significa tornar contemporâneo o dom do evento do êxodo. Agora é tarefa da comunidade de Israel.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Reflexões sobre o Deuteronômio


1ª reflexão: O que significa a palavra Deuteronômio?

Resposta: Deuteronômio significa segunda Lei. Trata-se de uma reapresentação e adaptação da Lei em vista da vida de Israel na Terra Prometida.

2ª reflexão: Qual a idéia central do livro?

Resposta: A idéia central do livro é que Israel viverá feliz e próspero na Terra se for fiel à aliança com Deus; se for infiel, terá a desgraça e acabará perdendo a Terra.

Após relembrar o Decálogo (5, 1-22), ele mostra que o comportamento fundamental do homem para com Deus é o amor com todo o ser (6, 4-9). A seguir apresenta uma longa catequese, explicando o que significa viver esse amor em todas as circunstâncias da vida pessoal, social, política e religiosa.


3ª reflexão:
Compare Dt 5, 1-22 com Ex 20, 1-17. Existem diferenças?


Resposta: Sim. No Deuteronômio Moisés fala para o povo de Deus (Israel) relembrando o Decálogo (Dt 5, 1-22). Ele mostra que o comportamento fundamental do homem para com Deus é o amor com todo o ser.

No Ex 20, 1-17 é o próprio Deus (Javé) que fala para Moisés os mandamentos (leis a serem cumpridas pelo povo)
.

4ª reflexão:
Ler e comentar Dt 6, 4-9.

Resposta: Moisés fala ao povo:" Ouça, Israel! Javé nosso Deus é o único Javé. Portanto, ame a Javé seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua força. Que estas palavras, que hoje eu lhe ordeno, estejam em seu coração. Você as inculcará em seus filhos, e delas falará sentado em sua casa, e andando em seu caminho, estando deitado e de pé. Você também as amarrará em sua mão como sinal, e elas serão como faixa entre os olhos. Você as escreverá nos batentes de sua casa e nas portas da cidade."

Estes versículos são o núcleo fundamental da teologia do Dt. Javé é o único Deus. Portanto, a vida do homem também deve ser única, expressando uma resposta de adoração ao único Deus.

Tal resposta é um amor total, que penetra e informa a consciência (coração), o ser (alma) e a ação (força). Esse amor total deve ser interiorizado, tornando-se a base da consciência (coração). Deve constituir o objeto primeiro e contínuo de toda a educação (inculcar nos filhos), em todas as situações (sentado, andando, deitado, de pé). O amor é que dirige a ação (mãos) e as intenções (faixa entre os olhos). Deve ser vivido na família (batentes da casa) e na sociedade (portas da cidade).

Mais do que leis, o Deuteronômio procura mostrar como deve ser a vida: uma resposta de amor a Deus, que se expressa em todas as relações humanas.

sábado, 18 de junho de 2011

Deuteronômio


I – PRIMEIRO DISCURSO DE MOISÉS: REVER O PASSADO EM VISTA DO FUTURO

Termina a etapa educativa do deserto e Israel se prepara para entrar na terra prometida. O livro todo é uma instrução inculcada, isto é, que deve ser continuamente repetida e relembrada, a fim de que Israel realize um novo projeto de vida, ao se fixar na terra (1,1-5).
Israel deve lembrar-se permanentemente do acontecimento libertador, que fundou a sua existência como povo. No momento da aliança, Israel não viu uma forma; apenas ouviu a voz, que lhe comunicava o Decálogo como Constituição básica de uma vida social justa e digna (4,9-20).
O destino do povo na terra dependerá da sua fidelidade à Aliança e ao projeto de Javé. Se o povo praticar a idolatria, servindo a falsos absolutos, perderá a terra e irá para o exílio: seu maior castigo será servir a deuses que não poderão libertá-lo. Se o povo se converter, Javé intervirá, dando-lhe consciência e vida (4,21-31).
A grande maravilha é Javé, o único Deus vivo que age na história. Sua ação nasce da fidelidade à Aliança, liberta o povo, lhe revela seu caminho e lhe dá a terra. Não existe outro Deus que faça isso: todos os outros são falsos absolutos (4,32-40).

II – SEGUNDO DISCURSO DE MOISÉS: O FUNDAMENTO DA ALIANÇA

O livro do Deuteronômio (“estatutos e normas”), escrito basicamente no séc.VIII a.C., é idealizado como o texto de uma renovação da aliança, feita em Moab, antes de Israel entrar na terra de Canaã. O texto se apresenta com autoridade porque provém de Deus, através de Moisés. Desse modo, todas as leis do Deuteronômio são apresentadas com o mesmo valor do Decálogo (5,23-31).
Os versículos de 4 a 9 do capítulo 6 são o núcleo fundamental da teologia do Deuteronômio. Javé é o único Deus. Portanto, a vida do homem também é única, expressando uma resposta de adoração ao único Deus. Mais do que leis, o Deuteronômio procura mostrar como deve ser a vida: uma resposta de amor a Deus, que se expressa em todas as relações humanas.
A conquista e a vida na terra dependerão da atitude que o povo tiver diante do projeto de Deus. Tal atitude acarretará bênçãos ou maldições: a benção para a fidelidade ao projeto de Javé expresso nas leis do Deuteronômio, que ajudam o povo a viver na justiça e na prosperidade; a maldição, se o povo servir a outros deuses, realizando projetos contrários ao projeto de Javé (11,18-32).

III – O CÓDIGO DEUTERONÔMICO: PROJETO DE UMA NOVA SOCIEDADE.

Os capítulos 12-26, inseridos no segundo discurso de Moisés, são um conjunto de leis formando o projeto para uma nova sociedade. Essas leis não têm caráter jurídico. Elas se apresentam como instruções ou indicações para uma relação social justa, pois visam a uma sociedade igualitária, onde todos possam ter acesso à liberdade e à vida. O fundamento dessas leis é o Decálogo (5,1-22), cujo espírito (amor e temor a Javé) é detalhado em leis que procuram responder aos conflitos concretos. Tomado no seu conjunto, o Código busca uma coerência entre a celebração da Aliança e a vida prática a ser vivida de acordo com a vontade de Javé.

IV – BÊNÇÃOS E MALDIÇÕES: VIDA OU MORTE.

As leis do Deuteronômio projetam e abrem perspectiva para a construção de uma sociedade alternativa, onde todos possam ter acesso à liberdade e à vida. Para que isso aconteça, é necessário o compromisso de por em prática toda essa legislação. Assim fazendo, o povo receberá as bênçãos, que significam vida, prosperidade, abundância, paz, e, sobretudo o reconhecimento de que é um povo consagrado a Javé, o Deus vivo que gera liberdade e vida (28,1-14).
A infidelidade ao projeto de Javé, conforme é apresentado nas leis do Deuteronômio, acarretará para o povo as maldições. Estas significam perder a vida, a prosperidade, o fruto do trabalho, a saúde e finalmente a independência política (28,15-68).

V – TERCEIRO DISCURSO DE MOISÉS: ESCOLHER ENTRE A VIDA E A MORTE.

A vida e a morte, a felicidade e a desgraça dependem da opção histórica que o povo faz entre Javé, o Deus da liberdade e da vida, e os ídolos, que produzem escravidão e morte. O Deuteronômio primitivo termina com este apelo forte; “Escolha a vida... amando a Javé seu Deus... porque Ele é a sua vida e o prolongamento de seus dias” (30,15-20).

VI – APÊNDICE: A HISTÓRIA CONTINUA.

A designação de Josué como líder do povo já prepara a narração do livro de Josué. As instruções dadas ao povo e a Josué são as mesmas: o chefe não está acima de ninguém; sua função é ser mediador entre Deus e o povo (31,1-8).
O elogio a Moisés, o primeiro profeta de Israel, oferece o modelo de verdadeiro profeta e indica a atividade profética do povo de Deus. Essa atividade consiste em ler, na história presente e na sociedade, os apelos do Deus do êxodo. Ele quer libertar o povo e conduzi-lo na construção de uma história e sociedade novas, voltadas para a liberdade e a vida (34,1-9).

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Resumo do Livro do Êxodo



DEUS LIBERTA E FORMA SEU POVO

A palavra êxodo significa saída. O livro tem esse nome porque começa narrando como os hebreus saíram da terra do Egito, onde eram escravos. O acontecimento se deu por volta do ano 1250 a.C.

Quem desconhece a mensagem do Êxodo jamais entenderá o sentido de toda a Bíblia, pois está fundamentada nesse livro a idéia que se tem de Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento. De fato, a mensagem central do Êxodo é a revelação do nome do Deus verdadeiro: JAVÉ. Embora de origem discutida, esse nome no Êxodo está intimamente ligado à libertação do povo hebreu. Javé é o único Deus que ouve o clamor do povo oprimido e o liberta, para estabelecer com ele uma aliança e lhe dar leis que transformem as relações entre as pessoas. Daí surge uma comunidade em que são asseguradas vida, liberdade e dignidade. Essa aliança é afirmada em duas formas: princípios de vida (Decálogo) que orientam o povo para um ideal de sociedade, e leis (Código da Aliança) que têm por finalidade conduzir o povo a uma prática desse ideal nos vários contextos históricos. Desse modo, o homem só é capaz de nomear o verdadeiro Deus quando o considera de fato como o libertador de qualquer forma de escravidão, e quando o mesmo homem se põe a serviço da libertação em todos os níveis da própria vida. Somente Javé é digno de adoração. Qualquer outro deus é ídolo, e deve ser rejeitado. Percebemos aí um convite a escolher entre o Deus verdadeiro e os ídolos. Tal escolha é decisiva: ou viver na liberdade, ou cultuar e servir à opressão e exploração.

Os capítulos 25-31 e 35-40 foram acrescentados por sacerdotes após o exílio na Babilônia. Eles procuravam com isso dar uma identidade religiosa ao povo que não tinha identidade política nenhuma durante a dominação persa.

A pergunta fundamental do Êxodo é: «Qual é o verdadeiro Deus?» A resposta que aí encontramos é a mesma que reaparece em toda a Bíblia, e principalmente na pregação, atividade e pessoa de Jesus. Por isso, o livro do Êxodo é de suma importância para entendermos o que significa Jesus como Filho de Deus e para sabermos o que é o Reino de Deus. Sem o êxodo a Bíblia perderia o seu ponto de partida, que nos leva a Jesus Cristo, a fim de construirmos com ele o Reino e sua justiça.

Fonte: Bíblia Pastoral

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Livro do Êxodo


O livro do Êxodo exige do leitor uma tomada de posição porque trata de um conflito de interesses: um grupo humano quer sua liberdade (hebreus), mas a estrutura social em que vive (Egito) não lhe permite outra alternativa. Essa alternativa é impedida porque tal estrutura é criada e mantida por um grupo (Faraó) que detém o controle à custa da exploração e opressão. Diante disso, como encontrar o caminho para a liberdade? De que lado está Deus?


Divisão do Livro:

O Livro está dividido em sete partes

I Parte: Ex 1,1–6,30: Começa com uma genealogia: os nomes dos israelitas que entraram no

Egito. Depois narra a opressão que os hebreus sofreram no Egito. A seguir temos o

nascimento de Moisés, a revelação do nome de Deus e o chamado para ser o guia do

seu povo e os preparativos para esta missão.

II Parte: Ex 7,1–11,10: Inicia com a missão de Moisés, seus confrontos com o Faraó, as dez

pragas e termina com a proibição do povo partir.

III Parte: Ex 12,1–18,27: Temos a celebração da Páscoa e em seguida a saída do Egito, a

passagem pelo mar, e a caminhada de Israel pelo deserto até a chegada ao Sinai.

Termina com a instituição dos Juízes e a visita do sogro de Moisés.

IV Parte: Ex 19,1–24,11: É selada a Aliança entre Deus e seu povo. Temos aqui também os

Dez Mandamentos (Ex 20) e o Código da Aliança (Ex 21-23).

V Parte: Ex 24,12–31,18: Contém instruções que o Senhor dá para a construção do Santuário.

VI Parte: Ex 32,1–34,35: Temos aqui o rompimento da Aliança, com o bezerro de ouro e a

renovação da Aliança.

VII Parte: Ex 35,1–40,38: Narra a execução daquilo que foi ordenado na Parte V: a construção do Santuário, isto é, a Tenda do Senhor, que vai acompanhar o povo pelo deserto.

Objetivo do Livro:

O Livro do Êxodo tem o objetivo de contar a formação do povo de Deus e mostrar que Deus

vem habitar com o seu povo! A Tenda transforma-se num anúncio de 1Rs 8,10-13; será também um sinal daquilo que vai profetizar Ezequiel. Assim, o Êxodo começa em Ex 1 mostrando a escravidão de Israel e termina com este povo servindo ao Senhor (Ex 35,4-29).

No decorrer do Livro, sobretudo na primeira parte, vamos percebendo quem é o verdadeiro “Soberano” e a quem o povo deve “servir”: ao Senhor ou ao Faraó. É interessante verificar que a palavra hebraica ’eved’, pode ter dois significados: escravo e servo. No Egito, o povo é escravo do faraó (’eved faraó) e vai ser libertado para ser servo do Senhor (’eved Adonai). Israel é libertado para servir, para testemunhar, para uma missão universal.

O serviço deve ser livre e de um povo bem disposto. O Sábado só existe para quem serve!

Por isso, no Êxodo Deus se faz conhecer, liberta, conduz, resolve os problemas do povo: fome, sede, inimigos... Enfim, Ele reina e caminha junto com o seu povo.

Sendo assim, em Israel não poderá haver outros deuses e este será o povo escolhido por Deus e que tem uma missão importante: ser um povo sacerdotal, uma nação santa (19,4). Mas para este povo consagrado só falta o Santuário e isto será dado se Israel obedecer a Lei.

Também aqui vamos encontrar uma comparação importante. Em Gn 2,2: Deus termina sua obra. Da mesma forma, em Ex 40,33 Moisés termina sua obra e por isso pode morrer como um justo.

http://www.capuchinhosprsc.org.br/biblia/artigos/O%20Livro%20do%20xodo.pdf

domingo, 12 de junho de 2011

Oração pela Efusão do Espírito Santo



Vem, Espírito Santo, e renova em mim a chama do Teu amor. Enche-me de fé, Senhor, e revela com a Tua luz todos os meus pecados e traumas. Liberta-me, Espírito Santo, e faz de mim uma nova criatura. Santifica o meu espírito e alma, renovando também todo o meu ser, emoções, mente, ouvidos, olhos, lábios e atos. Capacita-me a viver a Palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo em toda a sua profundidade. E agora, Santo Espírito, dá-me os Teus dons para que eu possa melhor servir o reino de Deus, amando, indistintamente, todos os meus irmãos. Mas, acima de tudo, derrama o dom do louvor, para que, em tudo e por tudo, eu glorifique o Senhor Nosso Deus. Em nome de Jesus.

Amém.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

AS LEIS - Desvelando os Enigmas da Bíblia


* LEIS - Encontramos na Torá ou Pentateuco três códigos de leis: o Código da Aliança (Ex 19 - 24); o Código Deuteronômico (Dt 1 - 34) e o Código Levítico (Ex 25,1 – Nm 10,10). Em meio a estes códigos elaborados em momentos diferentes da história do povo de Israel encontramos leis antiquíssimas que reportam às experiências e à organização dos clãs e das tribos. A busca de paz, justiça e saúde eram preocupações que fundavam as leis e proporcionavam a sobrevivência do povo. Leis que nasceram sem datas, mas que marcaram a história, fundamentam a justiça de hoje e ficarão para a eternidade. Vamos desvelar mais um enigma da Bíblia: As Leis.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Pentateuco - série - Desvelando Os Enigmas da Bíblia


No curso Estudos Bíblico o professor Aderson trouxe-nos o vídeo da série "Desvelando os Enigmas da Bíblia", que é composto de vários DVD's, que podem ser encontrados na Editora Paulus.
É uma análise profunda e incontestável da Fé em DEUS.
O primeiro DVD que ele nos apresentou é sobre "O Pentateuco"
.
Um estudo profundo e ilustrado do Professor Dr. Rafael Rodrigues da Silva UNISAL-SP/ PUC-SP

* PENTATEUCO - O Pentateuco é um conjunto de narrativas que trata da história do povo desde os grupos patriarcais até a caminhada rumo à terra prometida. Encontramos nesse conjunto os textos míticos sobre a criação da humanidade como uma forma de interpretar a realidade. As narrativas e textos míticos são costurados pelo grande conjunto de leis que direcionam a vida do povo. Neste DVD, refletimos sobre a formação desses livros, suas autorias, e começamos a desvelar um dos principais enigmas da Bíblia.(explicação copiada do site: http://videopartners.blogspot.com/2011/04/o-pentateuco-desvelando-os-enigmas-da.html)

De vez em quando Aderson parava a fita e íamos para a Bíblia identificar os textos falados pelo professor Rafael.

Já estamos estudando o 2º DVD que é sobre "As Leis".

Toda terça-feira, às 19:45h, no Salão Paroquial.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O PENTATEUCO


TÍTULO

Pen­ta­teuco vem de Penta + teu­chos, estojo para cinco rolos de papiro. O Pen­ta­teuco recebe tam­bém o nome de “Lei, a Lei de Moi­sés, o livro da lei de Deus; em hebraico é Torá, que sig­ni­fica ensinamento.

AUTORIA DO PENTATEUCO

A tra­di­ção, tanto judaica como da Igreja, aceita que esses livros foram escri­tos por Moi­sés. Toda­via, há dúvidas quanto a essa informação. O apa­re­ci­mento no texto de dife­ren­tes nomes de Deus, esti­los lite­rá­rios dife­ren­tes, e enu­me­ra­ção de fases dife­ren­tes do desen­vol­vi­mento do culto judaico, têm levado alguns crí­ti­cos a supor que a exis­tên­cia de vários docu­men­tos ori­gi­nais ser­vi­ram para a sua compilação.

Algumas considerações:

1. Moi­sés é con­si­de­rado o mais eru­dito da anti­gui­dade e aquele que agiu sob a dire­ção de Deus (Êx. 17,14; 34,27; Dt. 31,9.24; At 7,22).

2. Há uma con­ti­nui­dade de con­teúdo,apesar dos diversos estilos e gêneros presente nos cinco livros.

3. Cristo e os escri­to­res do N.T. afir­mam ser Moi­sés o autor da Lei (Jo 1,17; 5,47; 7,19; Rm 10,5.19).

4. As evi­dên­cias arque­o­ló­gi­cas con­fir­mam que houve intensa ati­vi­dade lite­rá­ria pelo menos a par­tir da época de Abraão.

HIPÓTESE DOCUMENTAL

A crí­tica lite­rá­ria avan­çou com a hipó­tese de o Pen­ta­teuco ser pro­duto da reu­nião de qua­tro docu­men­tos de vários auto­res. Assim:

J JAVISTA(Javé) teria sido escrito c. de 950 a.C. por um escri­tor des­co­nhe­cido do reino do sul.

E–ELOÍSTA(Eloim) teria sido escrito c. de 850 a.C. por escri­tor des­co­nhe­cido do reino do norte..

D DEUTERONOMISTA (Segunda Lei) teria sido com­posto sob o patro­cí­nio do rei Josias c. 650 a.C.

P–PREBISTERAL(Código sacer­do­tal) teria sido com­posto em várias eta­pas a par­tir do exí­lio, desde Eze­quiel, c. 525 a.C.

Estas teo­rias ques­ti­o­nam a ins­pi­ra­ção divina por duas maneiras:

a) Em vez de serem toma­das como pala­vras do pro­feta de Deus são con­si­de­ra­das pro­duto da ima­gi­na­ção humana.

b) A pre­tensa ine­xati­dão his­tó­rica induz a ver os docu­men­tos como mitos inven­ta­dos por devo­tos religiosos.

IMPORTÂNCIA DO PENTATEUCO

A impor­tân­cia do Pen­ta­teuco é ava­li­ada medi­tando nos seus cinco temas respectivos:

1. Cós­mico. Explica o cos­mos e a sua pri­meira causa. A pri­meira frase é escla­re­ce­dora quando diz: “No prin­cí­pio criou Deus os céus e a terra”.

2. Étnico. Des­creve o começo e a expan­são das raças, povos e nações.

3. His­tó­rico. É único a tra­çar a ori­gem do homem numa linha con­tí­nua a par­tir de Adão e da implan­ta­ção do reino teocrático.

4. Reli­gi­oso. revela a pes­soa e o cará­ter de Deus, a cri­a­ção e queda do homem, e as ali­an­ças e pro­mes­sas divi­nas da redenção.

5. Pro­fé­tico. É a ori­gem dos temas pro­fé­ti­cos em toda a Bíblia. Toda a sua his­tó­ria gira em torno do Mes­sias e do reino messiânico.

TEMAS DO PENTATEUCO

1. SOBRE DEUS

GÊne­sis – Deus é sobe­rano sobre a cri­a­ção, o homem e as nações.

Êxodo - Deus tem poder para jul­gar o pecado e redi­mir o pecador.

Leví­tico – Deus é santo e provê as con­di­ções para uma vida santa.

Núme­ros – Deus é bom e justo para dis­ci­pli­nar o seu povo.

Deu­te­ro­nó­mioDeus é fiel para cum­prir as suas promessas.

2. O PROJETO DE DEUS

Gêne­sis – Pre­pa­ra­ção e regu­la­mento do Reino de Deus.

Êxodo – Inau­gu­ra­ção e legis­la­ção do Reino de Deus.

Leví­tico – Orga­ni­za­ção espi­ri­tual do Reino de Deus.

Núme­ros – Orga­ni­za­ção polí­tica do Reino de Deus.

Deu­te­ro­nômio – Reor­ga­ni­za­ção do Reino para Canaã.

Fonte: texto entregue em sala de aula pelo professor Aderson Vianna

domingo, 5 de junho de 2011

Pentecostes


É o nome da festa em que comemoramos a vinda do Espírito Santo(50 dias após a Páscoa)

Algum tempo depois de ressuscitar, Jesus voltou para junto do Pai. Seus amigos ficaram com muito medo, por causa das perseguições que sofriam por serem seguidores de Jesus. Eles não queriam ser mortos. Mas, Jesus enviou o Espírito Santo para lhes dar coragem e sabedoria.
Páscoa e Pentecostes eram festas agrícolas muito antigas em Israel. Com o passar do tempo, foram transformadas em festas religiosas.
Páscoa revivia a saída do Egito.
Pentecostes recordava o dia em que Moisés, no Monte Sinai, recebeu a Lei, tida como o maior presente de Deus ao povo. O fato foi acompanhado de trovões, relâmpagos e trombeta tocando. Esse episódio é uma das bases sobre as quais Lucas constrói a narrativa do Pentecostes: 50 dias após a Páscoa.
Estando os discípulos reunidos em Jerusalém, houve um barulho como o rebentar de uma forte ventania (At 2,1-2). Com isso, Lucas afirma que, em Jerusalém, acontece a Nova Aliança; surge o Novo Povo de Deus; é dada a Nova Lei: o Espírito Santo.
No novo Pentecostes, Deus entrega o seu Espírito, realizando a nova Aliança, dessa vez com toda a humanidade (doze nações). A “língua” da comunidade da nova Aliança é o testemunho de Jesus, ou seja, o Evangelho, cujo centro é o amor de Deus que reúne os homens , provocando relação e entendimento ( o contrário de Babel: cf. Gn 11,1-9).
Não se deve confundir o fenômeno de Pentecostes com o falar línguas estranhas de 1 Cor,14,4-5. Em At 2,1-11, todos os que estão aí à escuta – há gente de 3 continentes – ouvem na própria língua (entendem perfeitamente) falar das maravilhas de Deus.
É o nascimento da Igreja, com a missão de dar continuidade à obra de Cristo através dos tempos, em meio à diversidade dos povos.
Não há fronteiras para esse povo, e o objetivo comum é viver o projeto de Deus. Esse povo é capaz de se entender e se unir porque fala a língua do Espírito de Jesus.
Nos dias de hoje, há muitos discípulos de Jesus que testemunham a mesma fé e coragem dos primeiros cristãos.
É no batismo que recebemos o Espírito Santo. Ele nos dá seus dons: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus( respeito). Porém, não podemos deixá-los escondidos, mas devemos colocá-los a serviço dos irmãos.
Que a experiência de Pentecostes da comunidade de Jerusalém repita-se em nossas comunidades.
Que o Espírito Santo nos dê força para enfrentarmos nossos medos.
Com esta festa termina o Tempo Pascal, com a saída do Círio.
Fontes: Bíblia, revista Brasil Cristão, revista Vida Pastoral