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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Resultado parcial da enquete para nosso próximo estudo!



Eis o resultado parcial para o novo estudo da Escola da Fé e Vida São Paulo Apóstolo.
Caso queira participar mande email para escoladafespa@gmail.com.

Leitura Orante
1.Tânia Stanford
2. Ulisses {1º) leitura orante, 2º) Atos dos Apóstolos}
3. Tereza
4. Fátima Suassuna
5. Neusa
6. Maria de Fátima Queiroz
7. Evandro
8. Fátima Lira


Atos dos Apóstolos:
1.       Xavier
2.       Alice
3.       Manoel  Soares
4.       Gilvane
5.       Tânia Tavares
6.       Carminha Souza
7.       Thaís Teixeira
8.       Tânia Cavalcanti
9.       Vaneide
10.   Teresa Araújo


Evangelização:
1.       Rufino {1º) Evangelização, 2º) Leitura Orante}

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Teatro – O Apocalipse



Passar parte do filme “Apocalipse”
Uma pessoa representando João. Trono com um livro enrolado (os livros daquele tempo eram rolos de pele de cordeiro), fechado com sete selos. Quatro pessoas, ao lado do trono, representando os 4 seres vivos (leão(são Marcos), anjo(são Mateus), touro(são Lucas) e águia(são João)).
Narrador: Quem é capaz de romper os selos e abrir o livro? (pausa) Ninguém, nem no céu, nem na terra, nem no mundo dos mortos, era capaz de abrir ou de ler o livro.

João: (começa a chorar)

Narrador: Não chore! Olha! Eis aqui o cordeiro. Ele é capaz de romper os selos e abrir o livro. A vitória de Jesus sobre a morte é a chave de leitura para nossa história.

(entra Jesus, sobe as escadas e pega o rolo que está no trono). 

4 seres:  Tu és digno de receber o livro e abrir seus selos, porque foste imolado, e com teu sangue adquiriste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação.
(Jesus abre o 1º selo e aparece um cavalo branco)

1º ser (leão): Vem! O vencedor para vencer mais uma vez
(Aparece um cavalo branco e o cavaleiro com um arco e uma coroa)

Narrador: O cavaleiro possui uma arma de guerra. Na época do Apocalipse os partos constituíam um império rival ao império romano. Sua arma de guerra era o arco. Criavam cavalos brancos e eram chamados  de “feras da terra”(cf 6,8). Era símbolo da ganância que pretende tudo conquistar pela força.
O primeiro cavalo, pois, representa a ganância presente na história.

(Jesus  quebra o 2º selo)
2º ser (anjo): Vem, tira a paz da terra!
(Aparece um cavalo vermelho e o cavaleiro traz uma espada)

João: Quem era aquele?
Narrador: Era a guerra. O segundo cavalo derrama sangue pela violência(espada). A espada era a arma dos romanos. Por meio da violência o imperialismo romano impunha a paz no mundo, a Paz Romana (paz aparente e ideológica. Considerava-se que tudo estava bem porque se conseguia manter todos os povos conquistados sob seu domínio debaixo de altos impostos e muito sofrimento).
O segundo cavaleiro “tira da terra a paz”, pois se impõe pela violência, roubando a liberdade dos povos e dominando-os.
Uma sociedade gananciosa põe no alto os poderosos e esmaga os pequenos. Quando se elege a ganância como princípio que regula as relações sociais, as pessoas se matam entre si para ter mais.


João: Como pode ter tal poder?
Narrador: Para que todos saibam para onde o ódio leva.
(Jesus quebra o 3º selo)
3º ser (touro): Vem, espalha pelo mundo a fome e a miséria!
(Aparece um cavalo preto e o cavaleiro traz uma balança)

João: Espalhar fome e miséria pelo mundo?
Narrador: E injustiça, o fruto do egoísmo. O terceiro cavalo e seu cavaleiro esvaziam o bolso do povo. A ganância gera a violência e esta provoca a exploração econômica. O povo deixa de cuidar da sua sobrevivência (não produz mais trigo e cevada) para sustentar os poderosos ( produzindo óleo e vinho).

(Jesus quebra o 4º selo)
4º ser (águia): Vem! Agora o mais terrível de todos!
(Aparece um cavalo esverdeado, com a foice da morte)

João: Qual é o poder dele?
Narrador: O poder mais terrível que há! O poder da morte! Para lembrar ao mundo que só há vida em Deus! Para que o homem se volte novamente para Deus e o louve! O quarto cavalo e seu cavaleiro representam a morte violenta e vem acompanhado de uma “cavalaria infernal” (o mundo dos mortos), semeando a morte no meio do povo. É esverdeado da cor do cadáver que morreu de peste. O povo não tem o que comer, é vítima de todos os tipos de doença e seu trágico destino é a morte prematura. É o resultado final da ganância(1º cavalo) que gera a violência(2º cavalo), que provoca a fome(3º cavalo) e termina na morte. Contudo, a morte não terá a última palavra.

João: Quem pode impedir tudo isso?

Narrador: Somente o amor Dele que nos deu a sua vida! A morte não terá a última palavra.
João: Aquele que acreditar terá a vida eterna! Deus é amor e quem sobreviver e viver em amor viverá em Deus e Deus nele. Se aguentarmos a dor e sofrermos com fé e amor encontrarão verdadeira alegria no Senhor.
(Jesus quebra o 5º selo. Entram algumas pessoas e ficam paradas na escada próximas a Jesus)
João: Meu Senhor, quando o sangue dos inocentes não será mais derramado?
Jesus: Deves ter um pouco mais de paciência até que o nº exato de teus irmãos esteja completo. Se há mártires em nossa caminhada é sinal de que a justiça ainda não foi alcançada. Agora compartilharei minha vitória sobre a morte.
(Jesus entrega as vestes brancas para as pessoas que entraram e elas descem a escadas)
(Jesus quebra o 6º selo. Ouve-se o barulho de um terremoto e outros barulhos(7 abalos cósmicos))
Narrador: A resposta de Deus ao clamor pela justiça continua e chega ao ponto máximo com a abertura do sexto selo. Acontecem 7 abalos cósmicos: terremoto,  sol que escurece,  lua cor de sangue, estrelas que caem sobre a terra, céu que se enrola, montanhas deslocadas e ilhas arrancadas do seu lugar. Deus intervém na história realizando de modo pleno o julgamento e seu julgamento atinge a todos. Chegou o grande Dia da sua ira. Quem poderá ficar de pé? Apenas aqueles que receberam a marca.
Jesus: Abençoados os pobres, pois deles é o reino dos céus. Abençoado seja aquele que tem fome, pois será alimentado. Abençoado aquele que chora agora, pois não mais chorará. Aquele que é mal será banido no julgamento final. No encontro final não haverá pecadores. O caminho daquele que é mal está selado. Ele será varrido pelo vento.
Narrador:  A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.
4 seres: Amém! O louvor, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus, para sempre, Amém!
Narrador: O povo de Deus é apresentado como o Israel total e perfeito. É um povo incontável, porque a salvação está aberta para todos os homens de todas as nações, tribos, povos e línguas.
João: Quem são estas pessoas? De onde elas vieram?
Narrador: Elas foram salvas. Vieram de uma grande tribulação. Lavaram suas roupas e as embranqueceram no sangue do cordeiro. Não terão fome nem sede. Nunca mais. Porque o cordeiro que está no meio do trono os guiará às fontes das águas da vida e Deus enxugará toda lágrima dos olhos dele.
(Jesus quebra o 7º selo. Silêncio por 30 segundos)
João: o Cordeiro abriu o sétimo selo e houve silêncio. Silêncio no céu!
Narrador: A abertura do sétimo selo mostra que, agora, a história da humanidade pode ser lida plenamente. E o que aparece é o julgamento de Deus, anunciado pelo toque das 7 trombetas.

(Entra Nossa Senhora e fica ao lado de Jesus)

João: Deus sempre triunfará. A vitória dele contra o mal é a raiz de nossa fé. Nosso Senhor Jesus Cristo aparece diante de nossos olhos todos os dias e continuará passando por nossos olhos até o fim dos tempos. Abençoado é o nome Dele. Sigais seu mandamento: Amai-vos uns aos outros e tornai o mundo belo e que a graça do Senhor Jesus Cristo esteja convosco. Amém! 


(Todos cantam a música: Banhados em Cristo, somos uma nova criatura, as coisas antigas já se passaram, somos nascidos de novo. Aleluia, aleluia, aleluia (bis))
FIM
Fontes:
·         Filme “Apocalipse de são João” - séries bíblicas, youtube
·         Livro: Como ler o Apocalipse – José Bortolini
·         Bíblia Pastoral
  





domingo, 21 de abril de 2013

A Igreja é Apostólica

 A Igreja é apostólica porque seu fundamento são os apóstolos; e isto em três sentidos complementares:

(I) A Igreja é apostólica porque sua fé é e será sempre fundamentada no testemunho dos Apóstolos, eles que foram escolhidos pelo Senhor e por eles enviados como suas testemunhas após a ressurreição:

Depois lhes disse: “Isto é o que vos dizia enquanto ainda estava convosco: é preciso que se cumpra tudo o que está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos a meu respeito”. Então Jesus abriu-lhes a inteligência para compreenderem as Escrituras, e lhes disse: “Assim estava escrito que o Cristo haveria de sofrer e ao terceiro dia ressuscitar dos mortos e, começando por Jerusalém, em seu nome seria pregada a todas as nações a conversão para o perdão dos pecados. Vós sois testemunhas disso. Eu vos mandarei aquele que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,44ss).

Mas recebereis a força, o Espírito Santo que virá sobre vós; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, até os confins da terra (At 1,8).

Não sou livre? Não sou apóstolo? Não vi Jesus Nosso Senhor? Não sois vós minha obra no Senhor? Se para outros não sou apóstolo, ao menos para vós o sou, pois sois o selo do meu apostolado no Senhor (1Cor 9,1s).

Estais edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, do qual é Cristo Jesus a pedra angular (Ef 2,20).

(II) A Igreja é apostólica porque, como Cristo prometeu, é conservada na verdade da fé pregada e vivida pelos apóstolos, graças à ação do Espírito dado pelo Senhor Jesus:
Quem vos ouve a mim ouve, e quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita também rejeita aquele que me enviou (Lc 10,16).

Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos trará à memória tudo quanto eu vos disse (Jo 14,25s).

Quando vier o Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas do que ouvir, e vos anunciará as coisas futuras. Ele me glorificará porque receberá do que é meu e vos anunciará. Tudo que o Pai tem é meu. É por isso que eu disse: receberá do que é meu e vos anunciará (16,13-14).

“Eu te digo que tu és Pedro (= Pedra), e sobre esta Pedra edificarei minha Igreja, e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela (Mt 16,18).

Os apóstolos e os anciãos ... saudações! De fato, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós... (At 15,23.28).

Eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos, às reuniões em comum, ao partir do pão e às orações (At 2,42).

Recordo-vos, irmãos, o Evangelho que vos tenho pregado e recebestes, no qual estais firmes. Por ele sereis salvos, se o conservardes como eu vos preguei. De outra forma em vão tereis abraçado a fé (1Cor 15,1s).

Mantém o modelo das palavras salutares que de mim recebeste, inspiradas na fé e na caridade em Cristo Jesus. Guarda o depósito precioso pela virtude do Espírito Santo, que habita em nós (2Tm 1,13s).

(III) A Igreja é apostólica porque, até que Cristo retorne, continuará sendo dirigida pelos legítimos sucessores dos apóstolos, dentro duma sucessão apostólica ininterrupta. Eis alguns elementos que nos ajudam a compreender tal processo:

·       Cristo prometeu à sua Igreja que não a abandonaria e, concretamente, deu-lhe o ministério apostólico como instituição perene para o ministério da santificação, da direção e da pregação:

Estais edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus (Ef 2,20).

Isso aparece muito claro já na própria preocupação dos apóstolos em constituir varões apostólicos, como Tito, Timóteo, Silas, João Marcos, Barnabé, Clemente Romano, Inácio de Antioquia, etc... para auxiliá-los e sucedê-los pelo rito da imposição das mãos, que confere o Espírito Santo:

Olhai por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu epíscopos, para apascentardes a Igreja de Deus, que ele adquiriu com seu sangue. Sei que, depois de minha partida, virão a vós lobos vorazes que não pouparão o rebanho e, dentre vós mesmos, se levantarão homens que ensinarão doutrinas perversas, para arrastar os discípulos consigo (At 20,28ss).

Ninguém te desconsidere a juventude. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade. Enquanto eu não chegar, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não te descuides do dom da graça que há em ti, que te foi conferido no meio de intervenção profética, quando o presbitério te impôs as mãos. Põe nisto toda a diligência e empenho de modo que se torne manifesto para todos teu aproveitamento. Olha por ti e pela instrução dos outros com insistência (1Tm 4,12ss). 

Eu te exorto a reavivar o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Guarda o bom depósito, por meio do Espírito Santo que habita em nós (2Tm 1,6.14).

A Tito, meu filho verdadeiro, pela mesma fé, a graça e a paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador. Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e colocar presbíteros em cada cidade, de acordo com as normas dadas por mim (Tt 1,4s).

Neste sentido, vale a pena analisar com cuidado 2Tm 2,2:

O que de mim ouviste na presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para ensina-lo a outros.

Aparecem aqui claramente os três elementos necessários para que se possa falar de uma verdadeira e própria sucessão apostólica: a) a sucessão ininterrupta das pessoas que formam uma cadeia, b) o idêntico depósito, c) a fiel transmissão deste de uma pessoa a outra da cadeia. A este respeito é muito importante observar o testemunho das primeiríssimas gerações cristãs, guardado com amor e fidelidade por todas as Igrejas apostólicas: católicos, ortodoxos, coptas, armênios, etíopes, etc. Baste-nos, como exemplo, o que escreve São Clemente Romano, discípulo de São Paulo (cf. Fl 4,3), aos coríntios, no século I:

Também os nossos apóstolos sabiam, através do Senhor nosso, Jesus Cristo, que surgiriam contestações a propósito do ofício episcopal. Por este motivo, sabendo com antecedência esse conhecimento, estabeleceram aqueles (homens apostólicos) de quem falamos e ao mesmo tempo emanaram uma lei pela qual, uma vez mortos, outros homens provados no seu ofício lhes sucedessem. Homens, portanto, estabelecidos pelos apóstolos e, depois, por outros homens ilustres, com o consenso de toda a Igreja.

E também o que escreve Santo Irineu, bispo de Lião (séc. II), discípulo de São Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de São João Evangelista, apóstolo do Senhor:

A tradição dos apóstolos, manifestada em todo o mundo, pode ser comprovada em toda Igreja por aqueles que desejam conhecer a verdade. Podemos aqui os bispos estabelecidos pelos apóstolos e os seus sucessores até nós: estes não ensinaram nem conheceram aquilo que aqueles outros (= os hereges gnósticos) vão delirando... Mas porque é muito longo enumerar em um volume como este as sucessão de todas as Igrejas, vamos nos limitar à Igreja maior e mais antiga, conhecida por todos, fundada e construída em Roma pelos gloriosíssimos apóstolos Pedro e Paulo e, indicando a sua tradição, recebida pelos apóstolos e chegada a nós através da sucessão de seus bispos, confundiremos aqueles que por complacência de si mesmos ou por vanglória, por cegueira ou erro se afastam da unidade da Igreja.

·       A própria Tradição da Igreja, primeiro oral, depois colocada por escrito nos livros do Novo Testamento, era e é constantemente supervisionada pelos legítimos sucessores dos apóstolos:

Quando parti para a Macedônia, pedi que ficasses em Éfeso a convencer alguns a não ensinarem doutrinas extravagantes nem a se ocuparem de mitos e genealogias intermináveis. Tais coisas servem mais para ocasionar disputas do que para promover o plano de salvação de Deus na fé (1Tm 1,3s).

Eis a instrução que te dou, meu filho Timóteo, conforme as profecias que antes foram feitas a teu respeito: amparado nelas sustenta o bom combate com fé e boa consciência. Alguns, que a rejeitaram, naufragaram na fé. É o caso de Himeneu e Alexandre, que entreguei a Satanás para aprenderem a não blasfemar (1Tm 1,18ss).

Como homem de Deus, foge destas coisas. Segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão. Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e da qual fizeste solene profissão diante de muitas testemunhas. Eu te recomendo diante de Deus, que faz viver todas as coisas, diante de Cristo Jesus, que diante de Pilatos testemunhou abertamente a verdade, que te conserves sem mancha nem culpa no mandato, até à manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado. Evita as conversas frívolas de coisas vãs e as contradições da falsa ciência. Alguns, por segui-las, se transviaram da fé. (1Tm 6,11-14.20s).

Mantém o modelo das palavras salutares que de mim recebeste, inspiradas na fé e na caridade em Cristo Jesus. Guarda o depósito precioso pela virtude do Espírito Santo, que habita em nós (2Tm 1,13s).

Lembra-lhes tais coisas e conjura-os por Deus a evitarem discussões vãs, que de nada servem a não ser para a perdição dos ouvintes. Empenha-te em apresentar-te diante de Deus como homem digno de aprovação, como operário que não tem de que se envergonhar, mas expõe corretamente a palavra da verdade (2Tm 2,14).

Tu, porém, permanece fiel ao que aprendeste e que é tua convicção, considerando de quem o aprendeste. Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que podem instruir-te para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Pois toda Escritura é divinamente inspirada e útil para ensinar, para repreender, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e capacitado para toda boa obra.

Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que julgará os vivos e os mortos, pela sua aparição e por seu reino: prega a palavra, insiste oportuna e inoportunamente, repreende, ameaça, exorta com toda a paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidade, arregimentarão mestres e afastarão os ouvidos da verdade a fim de voltá-los para os mitos. Tu, porém, sê prudente em tudo, suporta os trabalhos, pratica obra de pregador do Evangelho, cumpre teu ministério (2Tm 3,14 – 4,5).

O teu ensino, porém, seja conforme à sã doutrina (Tt 2,1).

·       É precisamente neste ofício apostólico que se insere também o ministério de Pedro. Todas as grandes tradições do Novo Testamento (os evangelhos sinóticos, o Quarto Evangelho, os Atos, os escritos paulinos) atestam e afirmam o primado do apóstolo Pedro. Uma tal importância deixada em testemunho para todas as gerações seguintes, mostra – e a tradição da Igreja confirma sem interrupção! – o papel apostólico do ministério petrino. Eis alguns exemplos:

Mc 3,16; Mt 10,2; Lc 6,14: “Primeiro Simão, também chamado Pedro”;
Jo 1,42: Simão, chamado Cefas
Mt 16,13-19: Pedro, a Pedra da Igreja, com poder de ligar e desligar;
Lc 22,31s: Pedro encarregado de confirmar os irmãos;
Lc 24,33s: o Senhor apareceu a Simão;
1Cor 15,3ss: apareceu a Cefas e depois aos Onze;
Jo 20,1-9: Pedro entra primeiro no sepulcro;
Jo 21,15ss: o Senhor entrega a Pedro seu rebanho;
At 2,14: Pedro com os Onze em Pentecostes;
At 1,15ss: Pedro preside à eleição de Matias;
At 5,1ss: Pedro pune Ananias e Safira;
At 10: Pedro é o primeiro a introduzir um grupo pagão na Igreja;
Gl 1,18-20: Paulo foi a Jerusalém para ver Cefas;
Gl 2,1-10: Paulo vai conferir seu Evangelho com Tiago de Jerusalém e Cefas, chefe da Igreja.

A constante Tradição da Igreja interpretou o ministério de Pedro como uma realidade que pertence à Igreja de Cristo e deverá permanecer até o fim. Eis somente um exemplo:

Os bem-aventurados apóstolos que fundaram a Igreja romana transmitiram seu governo episcopal a Lino, que Paulo recorda na Carta a Timóteo (cf. 2Tm 4,21). Lino teve como sucessor Anacleto e depois de Anacleto foi Clemente, terceiro a partir dos apóstolos. Clemente tinha visto os bem-aventurados apóstolos, teve relação com eles (cf. Fl 4,3), conservava nos ouvidos a pregação deles e diante dos olhos a sua tradição. No seu tempo, portanto, ainda viviam muitos daqueles que foram ensinados pelos apóstolos... A Clemente sucedeu Evaristo, a Evaristo, Alexandre. O sexto após os apóstolos foi Sixto... Com esta ordem e sucessão chegou até nós na Igreja a Tradição apostólica e a pregação da verdade. Isto prova plenamente que foi conservada e transmistida fielmente pelos apóstolos a mesma, única e viva fé! (Eusébio, Bispo de Cesaréia, séc. IV)
Assim, ao Colégio dos Doze, tendo Pedro à frente, sucedeu o Colégio dos Bispos (= Epíscopos), tendo o Sucessor de Pedro à frente. Se toda a Igreja é sucessora da Comunidade apostólica, há, sem duvida nenhuma, um órgão ministerial que garante, sob o Espírito Santo, a Igreja na sucessão apostólica legítima e ininterrupta: o ministério episcopal, tento como centro de sua comunhão visível, o Bispo de Roma, sucessor de Pedro! A apostolicidade da Igreja não é, portanto, um conceito abstrato, aéreo ou subjetivo, mas uma realidade firmemente ancorada nas Escrituras, na Tradição ininterrupta da Igreja e na própria história.