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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Lindíssima mensagem !!!



 
Para refletirmos...

Um homem morreu.
Ao se dar conta, viu que Deus se aproximava e tinha uma maleta com Ele.
E Deus disse:
- Bem, filho, hora de irmos.

O homem assombrado perguntou:
- Já? Tão rápido?
Eu tinha muitos planos...

- Sinto muito, mas é o momento de sua partida.
- O que tem na maleta?
Perguntou o homem.

E Deus respondeu:
- Os seus pertences!!!
- Meus pertences?
Minhas coisas, minha roupa, meu dinheiro?

Deus respondeu:
- Esses nunca foram seus, eram da terra.

- Então são as minhas recordações?
- Elas nunca foram suas, elas eram do tempo.

- Meus talentos?
- Esses não pertenciam a você, eram das circunstâncias.

- Então são meus amigos, meus familiares?
- Sinto muito, eles nunca pertenceram a você, eles eram do caminho.

- Minha mulher e meus filhos?
- Eles nunca lhe pertenceram, eram de seu coração.

- É o meu corpo. - Nunca foi seu, ele era do pó.

- Então é a minha alma. 
- Não!
Essa é minha.

Então, o homem cheio de medo, tomou a maleta de Deus e ao abri-la se deu conta de que estava vazia...
Com uma lágrima de desamparo brotando em seus olhos, o homem disse:
- Nunca tive nada?

- É assim, cada um dos momentos que você viveu foram seus.
A vida é só um momento...
Um momento só seu!
Por isso, enquanto estiver no tempo, desfrute-o em sua totalidade.

Que nada do que você acredita que lhe pertence o detenha...

Viva o agora!
Viva sua vida!

E não se esqueça de SER FELIZ, é o único que realmente vale a pena! 
As coisas materiais e todo o resto pelo que você luta fica aqui.

VOCÊ NÃO LEVA NADA!

Valorize àqueles que valorizam você, não perca tempo com alguém que não tem tempo para você.

Passe esta bela reflexão a todos que você gosta neste mundo e desfrute cada segundo vivido.

É isto que você vai levar.
Você já fez sua oração  hoje?  Então vamos  orar  juntos!!!

- Hoje Senhor, agradeço pelo dia maravilhoso. Pelo alimento, por mais um dia de trabalho e, principalmente, por mais um dia de vida. 


Abençoa Senhor, meus amigos e inimigos por que eles precisam de ti. 

Abençoa Senhor, a pessoa que acabou de orar comigo, realize os sonhos dela, lhe dando vitórias que lhe são necessárias, em nome do senhor Jesus amém ! 

Que Deus abençoe você e sua família!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Vamos atender ao Papa!

"Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra", clama o Papa ao convocar um jejum, dia 7, pela paz na Síria

"Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado", clamou o Papa Francisco, na manhã do dia 2/9, na Praça de São Pedro, em Roma.

"Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam", continuou.

E convocou "toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, para um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade".

Venha participar conosco, neste sábado, 07/09, às 15h, do momento de adoração.

Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Matriz de Casa Forte

quarta-feira, 11 de julho de 2012

EVANGELHO SEGUNDO SÃO JOÃO




O CAMINHO DA VIDA

O Evangelho de João é diferente dos três primeiros. Em Mateus, Marcos e Lucas há muitos milagres e palavras de Jesus. Em João encontramos apenas sete milagres, que são chamados sinais, e alguns discursos que se desenvolvem lentamente, repetindo sempre os mesmos temas-chave. Os três primeiros evangelistas reuniram, completaram e editaram os assuntos que formavam a catequese existente em suas comunidades. João seguiu caminho diferente: seu evangelho é uma espécie de meditação, que procura aprofundar e mostrar o conteúdo da catequese existente em sua comunidade. Seu evangelho visa a despertar e a alimentar a fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus, a fim de que os homens tenham a vida (Jo 20,30-31).

Para João, Jesus é o enviado de Deus, aquele que revela o Pai aos homens. Deus ama os homens e quer dar-lhes a vida. Jesus revela esse amor e realiza a vontade do Pai, dando sua vida em favor dos homens. João procura mostrar isso através dos sete sinais que ele apresenta na primeira parte do evangelho, salientando aí a importância do compromisso da fé. Na segunda parte, ele mostra a mesma coisa, salientando a importância do amor e narrando o supremo sinal: a volta de Jesus ao Pai, através da morte e ressurreição.

A revelação de Deus em Jesus põe o mundo em julgamento. Diante da luz da revelação, a vida dos homens se esclarece. Os que vivem conforme a vontade de Deus, aproximam-se de Jesus e o aceitam. Os que não vivem conforme a vontade de Deus, se afastam dessa luz, rejeitando Jesus. 

Por isso, João salienta no seu evangelho as reações que os homens têm diante de Jesus. Reações de aceitação, que levam à vida, e de recusa, que levam à morte. Recusa e hostilidade que levam Jesus à morte; aceitação que produz a primeira comunidade reunida em nome de Jesus. Doravante, caberá a essa comunidade continuar a missão de Jesus.

Deus Pai testemunhou seu amor, entregando seu Filho único para que os homens tenham a vida. Os homens, por sua vez, respondem ao amor do Pai quando, do mesmo modo, se abrem para o dom do amor, pondo-se a serviço da vida dos irmãos.

Somos convidados a ler este evangelho colocando-nos em clima de julgamento, para nos abrirmos à luz de Deus que, mediante Jesus, ilumina a nossa vida e nos leva a tomar uma decisão: aceitar e continuar a obra de Jesus para termos definitivamente a vida, ou rejeitar Jesus e estarmos definitivamente condenados.

Fonte: Bíblia Pastoral

 Quem se interessar pode assistir o filme "Evangelho segundo João"  neste link:
http://www.youtube.com/watch?v=TjUT0_yyWI0



quinta-feira, 21 de junho de 2012

O querigma precede a catequese


 



"O querigma é uma lacuna grave na Igreja: lacuna mental porque não se tem idéia clara sobre ele, e lacuna prática porque não se cumpre de forma sistemática, completa e a todos, como oferta ordinária das paróquias". (Pe Alfonso Navarro MSpSC - introdução caderno de estudo-exortação apostólica CATECHESI TRADENDAE - outubro de 1979).

Ainda hoje  o querigma continua sendo  uma lacuna em nossa Igreja. Sabemos através dos documentos e o de Aparecida é bem claro no número 289, quando diz: “sentimos a urgência de desenvolver em nossas comunidades um processo de Iniciação Cristã que comece pelo querigmae que, guiado pela Palavra de Deus, conduza a um encontro pessoal, cada vez maior, com Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito homem, experimentado como plenitude da humanidade e que leve à conversão, ao seguimento em uma comunidade eclesial e a um amadurecimento de fé na prática dos sacramentos, do serviço e da missão.”
Antes, no número 278 diz: “O querigma não é somente uma etapa, mas o fio condutor de um processo que culmina na maturidade do discípulo de Jesus Cristo. Sem o querigma, os demais aspectos desse processo estão condenados a esterilidade, sem corações verdadeiramente convertidos ao Senhor. Só a partir do querigma acontece a probalidade de uma iniciação cristã verdadeira. Por isso, a Igreja precisa tê-lo presente em todas as suas ações”

O autor do livro  ‘Evangelizar os Batizados’, José Prado Flores,  diz que: “Querigma deve preceder a catequese. Que  o querigma é o primeiro anuncio de Jesus e que a catequese é o ensino progressivo da fé. Se o querigma é a forte badalada do sino, a catequese é o eco da badalada. A catequese prolonga o anúncio querigmático. A catequese, para produzir fruto abundante que permaneça, deve estar em seu lugar: SEMPRE DEPOIS DO ANÚNCIO QUERIGMÁTICO.”

Na teoria, acho que isso já está claro pra nós. Mas, na prática, como abordar uma pessoa, como  anunciar Jesus? Seria ótimo se os catequistas fossem capacitados para “anunciar”, que aprendessem numa “escola para evangelizadores” os passos do querigma e em seguida praticassem através das visitas.

Abaixo, deixo umas pinceladas dos passos do querigma. Lembrando que  usei a apostila da escola de evangelizadores da Capelinha (minha paróquia) para fazer esse resumo dos passos do querigma.

PASSOS DO QUERIGMA

I - O AMOR DE DEUS

Deus te ama muito. Não importa o que tenha sido ou seja no presente: seus pecados, vícios ou defeitos. Te ama com suas qualidades e defeitos. Mesmo todo fracasso, problema e até pecado em sua vida são agora uma oportunidade para que você experimente seu amor, que é sempre fiel. Te ama não porque você é bom, mas porque Ele é bom. Não pelo você faz, mas pelo que você é: FILHO DELE.

ELE TE AMA INCONDICIONALMENTE, PORQUE É AMOR.

Ama a pessoa do pecador e odeia o pecado nele. (Nós odiamos o pecador com pecado e tudo, somos cheios de colocar imposições para amar).

“Os montes podem mudar de lugar, e as coisas podem abalar-se, mas o meu amor não mudará” (Is 54,10)

Objetivo desse passo: Que cada um experimente o amor pessoal e incondicional de Deus que é nosso Pai.

II - O PECADO

O que impede que em nosso mundo, se manifeste o amor de Deus e se realize seu plano de felicidade, paz e união, chama-se PECADO. Ele é a causa de todos os males. O pecado é esse impedimento que não nos permite experimentar o amor de Deus. Um passarinho não pode voar, se está atacado por uma corrente de aço ou por um delgado fio. Nós sabemos quem nos acorrenta. Assim, nós precisamos de alguém que desamarre o laço do pecado. Esse alguém é Jesus. O único pecado que não pode ser perdoado é o que não o reconhecemos. (Normalmente quando falamos do amor de Deus para as pessoas, automaticamente ela se reconhece pecador. “ Deus me ama tanto, eu não tenho feito isso, aquilo...”  No momento em que ele se reconhece pecador,  não vamos passar a mão na cabeça, mas vamos falar sobre aquele que nos liberta de todo pecado. O próprio visitado nos conduz ao terceiro passo do querigma: A SALVAÇÃO EM JESUS.)

Objetivo: Cada um deve ser convencido (não acusado) do pecado, de que é necessário da salvação. Dar-se conta de que nenhum homem pode tirar o pecado, que é causa de todos os males.

III – SALVAÇÃO EM JESUS

Deus nos ama, mas o pecado nos impede de experimentar esse amor. O amor, por si só não pode salvar. Quando não havia qualquer esperança de solução para o problema mais grave do homem, então brilhou uma luz nas trevas. Deus cumpriu sua promessa de salvação.

“Deus amou tanto o mundo que entregou seu Filho único, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele” (Jo 3,16-17)

Nenhuma condenação pesa sobre nós. Nossos pecados foram perdoados graças ao sangue de Cristo, que o pediu a seu pai quando estava pendurado na Cruz. “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem”.

Portanto, podemos nos aproximar de Deus, pelos méritos de Cristo. Deus não só perdoa, como esquece, perdoa para sempre. Quer dizer, não se recorda nunca mais de nossos pecados perdoados. Contamos com a força de Deus para vencer o pecado, e este perdeu já todo o seu poder de influência sobre nós.

Objetivo: Apresentar Jesus morto, ressuscitado e glorificado como única solução para o mundo e cada indivíduo. Proclamar que já fomos salvos pelo seu sangue.

IV – FÉ E CONVERSÃO

Se Jesus já nos salvou, porque então não experimentamos todos os frutos da salvação em nossa vida e em nosso mundo. O que nos falta, é aceitarmos e recebermos o que Jesus já conquistou para nós.

“Que devemos fazer para viver a vida de Jesus?” perguntou aquela multidão a Pedro na gloriosa manhã de Pentecostes. Toda aquela gente havia dado conta de que os apóstolos, juntamente com Maria, viviam a vida humana de tal forma que entusiasmavam os outros a querer viver também do mesmo modo. A resposta de Pedro foi simples: Creiam em Jesus, convertam-se de seus pecados, e então poderão viver a vida do filho de Deus ressuscitado. Fé e conversão constituem a única coisa de que nós necessitamos para viver a vida de Deus trazida por Jesus.

Quando cremos em Jesus, de verdade, nós subimos á cruz com Ele, morrendo a tudo aquilo que não nos deixa viver. Esse tipo de fé nos permite ver o invisível e esperar toda a esperança, já que tudo é possível ao que crê.

A mais concreta forma como se manifesta a fé é mediante a conversão.

Objetivo: Ter um encontro pessoal com Jesus Salvador pela fé e pela conversão.

V – O ESPÍRITO SANTO DE DEUS

Não muitos dias depois de sua ressurreição, Jesus, cheio do Espírito Santo, cumpriu sua promessa: enviou do céu a torrente do Espírito sobre seus discípulos que estavam em oração com sua Mãe Maria. O Espírito Santo lhes revelou quem era Jesus e lhes mostrou a verdadeira dimensão salvífica para  qual o Pai O havia enviado, ensinou-lhes o profundo significado das palavras do Mestre. A efusão do Espírito mudou seus corações de pedra em corações de carne; deu-lhes o mesmo coração de Jesus. Começaram a ter o mesmo sentimentos, interesses e critérios de Cristo. Desde então, Cristo vivia neles pela presença do seu Espírito.

A promessa do Espírito Santo é para todos. Cada um recebe de acordo com sua possibilidade e capacidade de recepção. Quanto mais aberto e necessitado se esteja, mais se receberá.

Objetivo: Apresentar o Espírito Santo que, ao mudar nosso coração, nos capacita para viver a Vida Nova e convencer-nos de que a experiência de Pentecostes é oferecida também a cada um de nós hoje.

VI – A COMUNIDADE
A nova vida trazida por Jesus Cristo não pode ser vivida à margem dos demais. Tem de ser partilhada com os outros irmãos na fé aberta a todo homem. Por essa razão, a comunidade cristã não é opcional para o cristão, mas sim, a única maneira de se ser cristão completamente.

A comunidade não é uma estrutura, mas um ambiente de fé onde se faz efetiva e palpável a salvação de Jesus. Não consiste necessariamente em viver juntos, mas, sim, em viver unidos pelo vínculo do amor e por um objetivo comum: viver o Evangelho. Não está composta de santos e perfeitos, mas de pessoas que estão decididas a seguir em frente no seu processo de conversão.

Objetivo: Mostrar que só em comunidade poderemos crescer e perseverar na vida do Espírito.

Trocando em miúdos, o querigma é essa concatenação dos  seguintes passos, que não precisa ser necessariamente ser nessa ordem. Muitas vezes, o evangelizando conduz o evangelizador. Eu sempre gosto de começar usando a passagem bíblica, Isaias 43, 1-5. Não há quem resista a tamanha declaração de amor.

DEUS TE AMA, com amor incondicional, mas teu PECADO te impede de sentir esse amor. Entretanto, Ele já te perdoou e LIBERTOUpela morte e ressurreição de Cristo Jesus. A única coisa que você deve fazer é crer, ter  e CONVERTER-SE a fim de receber seu amor, que é o ESPÍRITO SANTO e possa viver na família de Deus, fazendo parte da COMUNIDADE.

Imaculada Cintra
Fonte: http://catequeseebiblia.blogspot.com.br

domingo, 20 de maio de 2012

Ascensão do Senhor



PARTILHA DA PALAVRA
ASCENSÃO DO SENHOR
Evangelho - Mc 16,15-20

Naquele tempo:
Jesus se manifestou aos onze discípulos,
15 e disse-lhes:
'Ide pelo mundo inteiro
e anunciai o Evangelho a toda criatura!
16 Quem crer e for batizado será salvo.
Quem não crer será condenado.
17 Os sinais que acompanharão
aqueles que crerem serão estes:
expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas;
18 se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal
não lhes fará mal algum;
quando impuserem as mãos sobre os doentes,
eles ficarão curados'.
19 Depois de falar com os discípulos,
o Senhor Jesus foi levado ao céu,
e sentou-se à direita de Deus.
20 Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte.
O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra
por meio dos sinais que a acompanhavam.
Palavra da Salvação.

Este texto final no evangelho de Marcos é tido como um acréscimo ao mesmo. Além de não constar em vários manuscritos antigos importantes, ele apresenta características que revelam sua estranheza em relação ao texto de Marcos, em particular pela diferença do vocabulário, estilo, e conteúdo, aqui presentes.
Desde que o evangelho de Marcos terminava com a tradição do túmulo vazio e com o silêncio das mulheres, tudo indica que se achou por bem acrescentar elementos das tradições das aparições. Estes acréscimos foram inspirados nas narrativas de aparições dos outros três evangelhos e há ainda reflexos de Atos dos Apóstolos. Isto aponta para uma época tardia, já em uma Igreja que se estrutura, no segundo ou terceiro séculos, quando já havia uma coletânea de textos proto-canônicos, particularmente a coletânea dos quatro evangelhos.
Assim podemos identificar os seguintes grupos de versículos (dentro de Mc 16,15-20):
- vv. 15-16, o envio e a salvação ou condenação são associados a Mateus (28,19) e João (20,23).
- vv. 17-18, a menção aos milagres e o falar em línguas novas como sinais encontra referências em Atos dos Apóstolos, em Pentecostes (At 2,4.11; 10,46; 19,6), na cura de um aleijado e na ressurreição de uma mulher por Pedro (At 3,1-10; 9,36-42) e outras curas dos apóstolos por imposição das mãos (5,12-16), e no episódio em que Paulo pega em uma serpente (At 28,3-6; por sua vez inspirado em Lc 10,19).
- vv. 19-20, em conclusão, o arrebatamento ao céu (cf. Lc 24,50-52; At 1,9-11) e a saída em missão (cf. At 8,4-8).
(O trecho acima está no livro “Comentário Bíblico Latinoamericano: Marcos”, autoria de Sebastião Armando Gameleira Soares, José Raimundo Oliva e João Luiz Correia Júnior, assessores do CEBI, publicado em São Paulo pela FONTE EDITORIAL (este livro foi lançado em 2012, e pode ser adquirido pelo site da própria editora, ao preço de R$ 85,90, pelo site:http://www.fonteeditorial.com.br/fonte-editorial-catalogo/comentario-biblico-latinoamericano-marcos/).
Um dos autores do livro acima, José Raimundo, escreveu o seguinte comentário sobre a Ascensão de Jesus deste domingo (publicado na Agenda “A Bíblia Dia-a-dia”, 2012, das Edições Paulinas):
“Os últimos versículos (de Mc 16,15-20) fazem alusão à ascensão aos céus, conforme narrada por Lucas em seu evangelho e mais desenvolvida nos Atos dos Apóstolos (primeira leitura), com um sumário da missão. A exaltação do Ressuscitado retirado da terra e glorificado no céu (segunda leitura) foi resultado da influência do messianismo escatológico nas mentes dos discípulos de origem no judaísmo. Esta visão, que relegou a segundo plano a revelação e a comunicação de Deus na vida e no testemunho de amor do Jesus histórico, influenciou durante séculos a teologia, a espiritualidade e a pastoral da Igreja, remetendo a fé em Jesus a uma recompensa na vida gloriosa futura e celestial. Hoje, resgatando-se as memórias de Jesus de Nazaré, na sua humanidade plena, a fé na sua presença, vivo, nas comunidades nos move ao alegre empenho em construir um mundo solidário e fraterno, em que todos se unam em torno do projeto da vida plana para todos, sem restrições”.
Parabéns, José Raimundo, por essa brilhante síntese. Nessa perspectiva, preparemo-nos para PENTECOSTES.


Gente amiga,
O CEBI constitui uma associação ecumênica sem fins lucrativos, formada por mulheres e homens de diversas denominações cristãs, reunidos pelo propósito de captar e fortalecer esse jeito de ler a Bíblia para que, junto com Jesus, possamos orar: "Pai, eu te agradeço porque escondeste essas coisas dos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado!" (Mt 11,25). Foi fundado no dia 20 de julho de 1979.
Desde então, existe em Pernambuco.
Temos uma sala de estudos no Edf. Olympia, Rua do Hospício, 202, Sala 1105, Boa Vista, CEP 50.060-080, Fene:81 3231 6532. Funciona à tarde, horário comercial, onde você pode adquirir nosso material bíblico, sempre a preços bastante convidativos.
Além das inúmeras atividades, promovemos, a cada semestre, um RETIROS de ESPIRITUALIDADE BÍBLICA. 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

IDE E PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA


O mandato Missionário ordenado por JESUS aos seus primeiros Apóstolos, antes de suaAscensão é narrado de diversas maneiras para sua execução.

Cada Evangelista o enfoca de determinado ângulo, confirmando como uma Missão Plural, não havendo só um modelo de Missão. Para S. Marcos a Missão é INTINERANTE e seu espaço mais característico é a EVANGELIZAÇÃO tendo como imagem de seu modelo a ESTRADA. Ele nos apresenta de maneira viva, atrativa e pitoresca a Humanidade e a Divindade de JESUS como o MESSIAS esperado, para enamorarmos DELE, e inaugura um novo gênero literário: O EVANGELHO. JESUS é o EVANGELHO  de Deus é o mensageiro e a própria mensagem. São Marcos  é sintetizado pelo LEÃO, animal forte e agressivo, porque começa sua narrativa com S. JOÃO BATISTA no deserto, que era tido como o lugar dos animais selvagens.

O Evangelho, canonicamente conhecido como sendo de S. Marcos, antigamente chamado Evangelho de S. Pedro, pode sem dúvida, ser chamado o “Evangelho do CATECUMENO”. Catecúmeno é o principiante, aquele que está sendo evangelizado para receber os primeiros sacramentos.
O Escrito de S. Marcos é o mais breve, tendo somente 16 capítulos, foi o primeiro documento do Novo Testamento, tendo sido escrito em grego entre 12 e 13 anos após a Páscoa Cristã, pelos anos (45-46)EC. E sendo conhecido por S. Mateus, S. Lucas e S. João. A datação por carbono dos manuscritos essenios, descobertos em 1947 nas grutas de QUMRAN, tem por característica o ANUNCIO da BOA NOTÍCIA sendo um Evangelho querigmático. JESUS é o SOL, que não admite qualquer outra luz e não trata os acontecimentos no tempo passado (foi, fiz,disse) mas no presente histórico (vai,diz,chega), passando a idéia real de que o Evangelho é atual vivo e eficaz (11,18; 12,13,18; 13,1; 14,17,32,43). Tem a lembrança tão viva na memória que usa 7 palavras em aramaico palestino sua língua mãe, junto com o hebráico e o grego, as quais nos transportam aquela cultura. Para S. Marcos é mais importante, o que JESUS FAZ do que ELE DIZ, por isso narra 18 milagres. Não especifica o conteúdo da pregação de JESUS (1,21.27; 2,13; 4,1) mas os resultados (Mc. 1,22).
É o primeiro Manual do Missionário. S. Marcos oferece uma fascinante apresentação da pessoa e missão de JESUS CRISTO, para despertar a nossa FÉ e enamorarmos DELE.
Sua principal preocupação é mostrar QUEM É JESUS. Logo no início JESUS CRISTO é o FILHO DE DEUS e praticamente encerra com a declaração do centurião aos pés da cruz “Este homem era realmente o FILHO DE DEUS (Mc. 15,39). Conduz sua narração por 13 capítulos para o âmago dos capítulos (14,15). JESUS é o mesmo; ontem, HOJE e por toda a eternidade (Hb. 13,8) e como naquele tempo nos questiona (Mc. 8 , 27-33):
A – Que dizem HOJE as pessoas QUE  EU SOU?
B – E para você, quem SOU EU?
O mandato missionário em Mc. 16 (15-20) É:
1 – IDE por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura, sem acepçãp de pessoas;
2 – Quem crer e for batizado será SALVO, mas quem não crer será condenado;
3 – Estes milagres acompanharão os que crerem:
a-      Expulsarão demônios em meu nome;
b-      Falarão novas línguas;
c-       Manusearão serpentes;
d-      Se beberem veneno mortal não lhes fará mal;
e-      Imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.
Após o Pentecostes Cristão os discípulos PARTIRAM e PREGARAM por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam. AGORA ELE HOJE pergunta a VOCÊ:
C – Queres me seguir?
D – Topas abraçar a ÚNICA Missão da Igreja, que é EVANGELIZAR?
Se responderes afirmativamente. Vem ser meu discípulo como Bartimeu (Mc. 10,46).

Willy
21/02/12

sábado, 31 de março de 2012

A Cruz



A cruz é o lugar e o meio pelo qual Deus mais nos amou. É o alvará de libertação e a nossa carta de alforria, que nos foi concedida quando JESUS morreu.
O Pai nos perdoou porque CRISTO realizou por nós o que deveríamos, mas não poderíamos, ter feito. A Cruz é a ÁRVORE DA VIDA, cujo fruto é a  VIDA NOVA trazida por JESUS. Somente em CRISTO podemos nos alimentar de uma esperança real e eterna, pois nele e somente nele, temos segurança total.
No Calvário Deus apagou nossos pecados e deu-nos uma nova chance e ofereceu-nos milagrosa ajuda. A pessoa de JESUS de Nazaré pode ser interpretada como um equívoco absurdo, totalmente inútil e sem sentido, ou como o ponto central e o eixo em torno do qual gira a história humana. Para os cristãos a segunda alternativa é a verdadeira.
A resposta de Deus ao sofrimento e a impossibilidade humana, não foi tentar explicar, mas ENVIOU seu filho amado, que por sua obediência, dor e sofrimento realizaram a SALVAÇÃO, resolvendo definitivamente este mistério, para nos mostrar, por meio da CRUZ e RESSURREIÇÃO o caminho da esperança eterna. O sofrimento é inerente a condição humana, mas não é castigo de Deus. No AT., Jó vivencia uma experiência direta de Deus e reconhece que a vida é um mistério. Quantas vezes nossas explicações diante do sofrimento de outras pessoas também soam vazias? É preciso descer, não apenas sentar no chão, mas entrar na realidade do outro. Bem lembrado é um provérbio chinês que diz: “Para entender alguém é preciso caminhar com suas sandálias durante uma semana”. A mudança de mentalidade só é possível a partir de uma experiência concreta, sendo um processo contínuo que só se inicia a partir de uma nova experiência. Tomar sua cruz significa empenhar-se em vencer o pecado que se constitui  o obstáculo no caminho em direção de JESUS. Devemos acolher diariamente a vontade do Senhor e fazer crescer a nossa fé, especialmente diante das dificuldades e sofrimentos. Com coragem procuremos abraçar a CRUZ, pois se não a abraçamos ela nos esmaga, mas quando a abraçamos ela cria asas e nos transporta ao paraíso.
Willy
23/01/12

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Faça as pazes com a morte


Quem quer saber da morte? Ninguém. Ninguém quer morrer, e, no entanto, todos vamos morrer. Temos horror à morte e nos desesperamos inconsoláveis quando perdemos um ente querido. Se a morte é uma certeza, não seria melhor nos reconciliarmos logo com ela, melhorarmos nossa relação com ela?

Nossa cultura não lida bem com a morte. Esconde-a. Morre-se, hoje, na UTI, sem assistência dos entes queridos, sem o afeto da família. A morte virou um grande negócio nos hospitais. Arrasta-se a vida quase vegetativa até não mais poder.

Nossa cultura banalizou a morte. São tantas as mortes no trânsito e na violência urbana, que não passam de números e estatísticas frias. Nas guerras, nas catástrofes impressionam mais os estragos físicos do que a morte de seres humanos.

Nossa cultura mente, adiando indefinidamente a morte. "Você vai ficar bom, não há de ser nada", se diz a um moribundo, perdendo-se a chance de ajuda-lo a enfrentar seus últimos momentos com o conforto da fé.

A morte é um evento natural, líquido e certo na vida de cada um. Como cristãos, podemos ter uma relação mais harmoniosa com a morte. Precisamos fazer as pazes com a morte. Segundo o Novo Testamento, "o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor". É o que está escrito na Carta aos Romanos (Rm 6,23). A morte foi vencida pela ressurreição de Cristo, já não pode mais nos assustar. Fomos sepultados com ele, pelo batismo, na sua morte. Agora, já participamos de sua vitória, de sua ressurreição. Assim, a morte já não tem mais poder. Ela foi vencida pela ressurreição de Cristo. Nosso caminho é o da vida, mesmo passando pela morte.

São Francisco de Assis fez as pazes com a morte. Tomou-a por irmã. Integrou-a no rol de todos os seres e eventos de sua vida humana, a um tempo frágil e destinada à vida eterna. São Francisco preparou o momento de sua morte. Convocou os frades para entoarem o cântico das criaturas, onde um verso dizia: "Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã, a morte corporal, da qual homem algum pode escapar!". Fez as pazes com a morte.

Santo Agostinho, também ele reconciliado com a morte, deixou escrito:

"A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo. Me deem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza. A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho. Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi." (Santo Agostinho)

Pe. João Carlos Ribeiro – 02.11.2011