segunda-feira, 23 de maio de 2011

Perguntas sobre o livro do Gênesis cap. 11,10-32


(Gn 11, 10-32) Como esta genealogia apresenta a figura de Abraão?

O propósito desta genealogia é ligar a história do povo de Deus, que inicia com Abraão (Gn 12), com a história da humanidade. A genealogia de Abraão vem na sequência da outra apresentada em Gn 5. Ela procura apresentar Abraão como herdeiro legítimo das bênçãos e promessas de Deus, feitas na criação e após o dilúvio.

A história da humanidade contada em Gn 4-11 não é história propriamente dita, e sim uma análise da história dominada pela ambigüidade humana apresentada em Gn 3. Podemos nos servir de toda essa parte da Bíblia para fazer uma análise profunda da nossa história. Chegaremos à conclusão de que as coisas não mudaram tanto e que há sempre a necessidade de uma alternativa na construção do processo histórico. É o que teremos a partir de Gn 12.

Fonte: Como ler o Livro do Gênesis - Ivo Storniolo e Euclides M.Balancin

terça-feira, 17 de maio de 2011

Perguntas sobre o livro do Gênesis cap. 11,1-9

Que relação podemos fazer ao texto entre cidade, confusão das línguas e o projeto de vida sonhado por Deus?

Para os antigos, o céu era a moradia de Deus, enquanto a terra era a moradia dos homens. Construir uma torre que chegue até o céu (11,4) é a pretensão da cidade de levar ao máximo sua auto-suficiência e assim tornar-se onipotente, usurpando o lugar de Deus. Enquanto a torre sobe, Deus desce para ver o que está acontecendo(11,4-5). A Bíblia mostra que o movimento de Deus é descer até se encarnar, assumindo a história para construir com os homens o seu projeto (cf. Fl 2,6-11).

A confusão das línguas e a dispersão visam impedir que o projeto totalitário da cidade continue a oprimir as pessoas, alienando-as de sua participação na política, na economia e na vida social.

Pela auto-suficiência o homem se afasta da vida (Gn 3,22); na fraternidade e na partilha ele de novo a encontra.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Perguntas sobre o livro do Gênesis cap. 5

(Gn 5)

1. Que relação o texto faz entre genealogia e vida?

Os antigos usavam as listas genealógicas para contar resumidamente a história da humanidade e da vida e assim garantir a preservação da fé em Deus Pai. A transmissão da vida que é um processo sagrado.

A genealogia transmite de geração em geração o que cada um viveu como sendo a “imagem e semelhança de Deus”

A Genealogia é a transmissão da vida, porque perpetua a Aliança de Deus com os homens. Os que são fiéis a Deus e ao seu Projeto continuam a viver para sempre.

A vida é um dom de Deus, e quem vivê-la bem vive bastante, o que justifica a narrativa das idades avançadas dos antigos Patriarcas.

Noé foi o último da genealogia dos antigos patriarcas, porque, a partir dele foi restaurada a Aliança de Deus com o homem (a Arca De Noé)

A partir da Aliança estabelecida através de Noé, a genealogia liga Abraão até a nossa vida hoje

Fonte: Neusa, aluna da Escola da Fé

domingo, 15 de maio de 2011

Perguntas sobre o livro do Gênesis cap. 4

Que relação o texto faz entre Caim e a cidade e a auto-suficiência na origem da Humanidade?

Caim e Abel são irmãos e representam a relação social segundo o projeto de Deus: a fraternidade em que cada um protege a vida do outro(4-9). Todavia, a auto-suficiência pode inroduzir o veneno da rivalidade e da competição que leva à morte.

A rivalidade e a competição geram a espiral da violência e o próprio auto- suficiente se sente culpado e fugitivo diante da justiça de Deus e da vingança dos homens, perdendo até mesmo aquilo que tinha ou pretendia ter (4, 13-16).

O autor costurou várias histórias, criando uma ligação artificial entre umas e outras. Ao dizer que a cidade foi construída por Caim, ele quer dizer que a cidade nasce sob o signo da auto-suficiência que gera rivalidade e competição social.

Os descendentes de Caim começam a projetar a civilização e o progresso. As profissões e invenções se multiplicam. Surgem os pastores, os músicos e os metalúrgicos. A violência continua em proporção geométrica. A ambigüidade, portanto, continua, pois as criações e invenções servem tanto para a vida, como para a morte (enxada ou espada).

Com tudo isso, parece que a humanidade produz apenas a violência, que leva para a própria destruição. O autor, porém, salienta que, no meio disso tudo, aparece o homem religioso, que invoca o nome de Javé (4,26). Ele pereniza dentro da história um precedente que pode reatar a ligação com Deus e com seu projeto original.

NEM TUDO , PORTANTO, ESTÁ PERDIDO.

Fonte: Como ler o livro do Gênesis -Ivo storniolo e Euclides M. Balancin

terça-feira, 10 de maio de 2011

Livro do Gênesis - continuação 1


Os relatos continuam mostrando que a ambição

dos poderosos é sem limites. Deus intervém, impedindo o plano dos dominadores, o relato da Torre de Babel :

11,1-9: A construção da cidade e de uma torre alta com o objetivo de tornar-se poderoso e formar um grande império: “Vinde, construamos uma cidade que penetre até os céus! Façamo-nos um nome e não sejamos dispersos sobre toda a terra” (Gn 11,4). Deus desce e acaba com o projeto dos dominadores. O projeto de formar um só povo e uma só língua é contra a bênção de Javé: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (1,28). A dispersão e a diversidade de línguas são a realização da bênção de Deus.

11,10-32: Aparece duas vezes a descendência de Sem até Taré e seus três filhos: Abrão, Nacor e Arã. E assim termina a história dos inícios da humanidade. O caminho está reparado para começar, com Abrão, a história do povo de Israel.