quarta-feira, 15 de junho de 2011

Livro do Êxodo


O livro do Êxodo exige do leitor uma tomada de posição porque trata de um conflito de interesses: um grupo humano quer sua liberdade (hebreus), mas a estrutura social em que vive (Egito) não lhe permite outra alternativa. Essa alternativa é impedida porque tal estrutura é criada e mantida por um grupo (Faraó) que detém o controle à custa da exploração e opressão. Diante disso, como encontrar o caminho para a liberdade? De que lado está Deus?


Divisão do Livro:

O Livro está dividido em sete partes

I Parte: Ex 1,1–6,30: Começa com uma genealogia: os nomes dos israelitas que entraram no

Egito. Depois narra a opressão que os hebreus sofreram no Egito. A seguir temos o

nascimento de Moisés, a revelação do nome de Deus e o chamado para ser o guia do

seu povo e os preparativos para esta missão.

II Parte: Ex 7,1–11,10: Inicia com a missão de Moisés, seus confrontos com o Faraó, as dez

pragas e termina com a proibição do povo partir.

III Parte: Ex 12,1–18,27: Temos a celebração da Páscoa e em seguida a saída do Egito, a

passagem pelo mar, e a caminhada de Israel pelo deserto até a chegada ao Sinai.

Termina com a instituição dos Juízes e a visita do sogro de Moisés.

IV Parte: Ex 19,1–24,11: É selada a Aliança entre Deus e seu povo. Temos aqui também os

Dez Mandamentos (Ex 20) e o Código da Aliança (Ex 21-23).

V Parte: Ex 24,12–31,18: Contém instruções que o Senhor dá para a construção do Santuário.

VI Parte: Ex 32,1–34,35: Temos aqui o rompimento da Aliança, com o bezerro de ouro e a

renovação da Aliança.

VII Parte: Ex 35,1–40,38: Narra a execução daquilo que foi ordenado na Parte V: a construção do Santuário, isto é, a Tenda do Senhor, que vai acompanhar o povo pelo deserto.

Objetivo do Livro:

O Livro do Êxodo tem o objetivo de contar a formação do povo de Deus e mostrar que Deus

vem habitar com o seu povo! A Tenda transforma-se num anúncio de 1Rs 8,10-13; será também um sinal daquilo que vai profetizar Ezequiel. Assim, o Êxodo começa em Ex 1 mostrando a escravidão de Israel e termina com este povo servindo ao Senhor (Ex 35,4-29).

No decorrer do Livro, sobretudo na primeira parte, vamos percebendo quem é o verdadeiro “Soberano” e a quem o povo deve “servir”: ao Senhor ou ao Faraó. É interessante verificar que a palavra hebraica ’eved’, pode ter dois significados: escravo e servo. No Egito, o povo é escravo do faraó (’eved faraó) e vai ser libertado para ser servo do Senhor (’eved Adonai). Israel é libertado para servir, para testemunhar, para uma missão universal.

O serviço deve ser livre e de um povo bem disposto. O Sábado só existe para quem serve!

Por isso, no Êxodo Deus se faz conhecer, liberta, conduz, resolve os problemas do povo: fome, sede, inimigos... Enfim, Ele reina e caminha junto com o seu povo.

Sendo assim, em Israel não poderá haver outros deuses e este será o povo escolhido por Deus e que tem uma missão importante: ser um povo sacerdotal, uma nação santa (19,4). Mas para este povo consagrado só falta o Santuário e isto será dado se Israel obedecer a Lei.

Também aqui vamos encontrar uma comparação importante. Em Gn 2,2: Deus termina sua obra. Da mesma forma, em Ex 40,33 Moisés termina sua obra e por isso pode morrer como um justo.

http://www.capuchinhosprsc.org.br/biblia/artigos/O%20Livro%20do%20xodo.pdf

domingo, 12 de junho de 2011

Oração pela Efusão do Espírito Santo



Vem, Espírito Santo, e renova em mim a chama do Teu amor. Enche-me de fé, Senhor, e revela com a Tua luz todos os meus pecados e traumas. Liberta-me, Espírito Santo, e faz de mim uma nova criatura. Santifica o meu espírito e alma, renovando também todo o meu ser, emoções, mente, ouvidos, olhos, lábios e atos. Capacita-me a viver a Palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo em toda a sua profundidade. E agora, Santo Espírito, dá-me os Teus dons para que eu possa melhor servir o reino de Deus, amando, indistintamente, todos os meus irmãos. Mas, acima de tudo, derrama o dom do louvor, para que, em tudo e por tudo, eu glorifique o Senhor Nosso Deus. Em nome de Jesus.

Amém.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

AS LEIS - Desvelando os Enigmas da Bíblia


* LEIS - Encontramos na Torá ou Pentateuco três códigos de leis: o Código da Aliança (Ex 19 - 24); o Código Deuteronômico (Dt 1 - 34) e o Código Levítico (Ex 25,1 – Nm 10,10). Em meio a estes códigos elaborados em momentos diferentes da história do povo de Israel encontramos leis antiquíssimas que reportam às experiências e à organização dos clãs e das tribos. A busca de paz, justiça e saúde eram preocupações que fundavam as leis e proporcionavam a sobrevivência do povo. Leis que nasceram sem datas, mas que marcaram a história, fundamentam a justiça de hoje e ficarão para a eternidade. Vamos desvelar mais um enigma da Bíblia: As Leis.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Pentateuco - série - Desvelando Os Enigmas da Bíblia


No curso Estudos Bíblico o professor Aderson trouxe-nos o vídeo da série "Desvelando os Enigmas da Bíblia", que é composto de vários DVD's, que podem ser encontrados na Editora Paulus.
É uma análise profunda e incontestável da Fé em DEUS.
O primeiro DVD que ele nos apresentou é sobre "O Pentateuco"
.
Um estudo profundo e ilustrado do Professor Dr. Rafael Rodrigues da Silva UNISAL-SP/ PUC-SP

* PENTATEUCO - O Pentateuco é um conjunto de narrativas que trata da história do povo desde os grupos patriarcais até a caminhada rumo à terra prometida. Encontramos nesse conjunto os textos míticos sobre a criação da humanidade como uma forma de interpretar a realidade. As narrativas e textos míticos são costurados pelo grande conjunto de leis que direcionam a vida do povo. Neste DVD, refletimos sobre a formação desses livros, suas autorias, e começamos a desvelar um dos principais enigmas da Bíblia.(explicação copiada do site: http://videopartners.blogspot.com/2011/04/o-pentateuco-desvelando-os-enigmas-da.html)

De vez em quando Aderson parava a fita e íamos para a Bíblia identificar os textos falados pelo professor Rafael.

Já estamos estudando o 2º DVD que é sobre "As Leis".

Toda terça-feira, às 19:45h, no Salão Paroquial.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O PENTATEUCO


TÍTULO

Pen­ta­teuco vem de Penta + teu­chos, estojo para cinco rolos de papiro. O Pen­ta­teuco recebe tam­bém o nome de “Lei, a Lei de Moi­sés, o livro da lei de Deus; em hebraico é Torá, que sig­ni­fica ensinamento.

AUTORIA DO PENTATEUCO

A tra­di­ção, tanto judaica como da Igreja, aceita que esses livros foram escri­tos por Moi­sés. Toda­via, há dúvidas quanto a essa informação. O apa­re­ci­mento no texto de dife­ren­tes nomes de Deus, esti­los lite­rá­rios dife­ren­tes, e enu­me­ra­ção de fases dife­ren­tes do desen­vol­vi­mento do culto judaico, têm levado alguns crí­ti­cos a supor que a exis­tên­cia de vários docu­men­tos ori­gi­nais ser­vi­ram para a sua compilação.

Algumas considerações:

1. Moi­sés é con­si­de­rado o mais eru­dito da anti­gui­dade e aquele que agiu sob a dire­ção de Deus (Êx. 17,14; 34,27; Dt. 31,9.24; At 7,22).

2. Há uma con­ti­nui­dade de con­teúdo,apesar dos diversos estilos e gêneros presente nos cinco livros.

3. Cristo e os escri­to­res do N.T. afir­mam ser Moi­sés o autor da Lei (Jo 1,17; 5,47; 7,19; Rm 10,5.19).

4. As evi­dên­cias arque­o­ló­gi­cas con­fir­mam que houve intensa ati­vi­dade lite­rá­ria pelo menos a par­tir da época de Abraão.

HIPÓTESE DOCUMENTAL

A crí­tica lite­rá­ria avan­çou com a hipó­tese de o Pen­ta­teuco ser pro­duto da reu­nião de qua­tro docu­men­tos de vários auto­res. Assim:

J JAVISTA(Javé) teria sido escrito c. de 950 a.C. por um escri­tor des­co­nhe­cido do reino do sul.

E–ELOÍSTA(Eloim) teria sido escrito c. de 850 a.C. por escri­tor des­co­nhe­cido do reino do norte..

D DEUTERONOMISTA (Segunda Lei) teria sido com­posto sob o patro­cí­nio do rei Josias c. 650 a.C.

P–PREBISTERAL(Código sacer­do­tal) teria sido com­posto em várias eta­pas a par­tir do exí­lio, desde Eze­quiel, c. 525 a.C.

Estas teo­rias ques­ti­o­nam a ins­pi­ra­ção divina por duas maneiras:

a) Em vez de serem toma­das como pala­vras do pro­feta de Deus são con­si­de­ra­das pro­duto da ima­gi­na­ção humana.

b) A pre­tensa ine­xati­dão his­tó­rica induz a ver os docu­men­tos como mitos inven­ta­dos por devo­tos religiosos.

IMPORTÂNCIA DO PENTATEUCO

A impor­tân­cia do Pen­ta­teuco é ava­li­ada medi­tando nos seus cinco temas respectivos:

1. Cós­mico. Explica o cos­mos e a sua pri­meira causa. A pri­meira frase é escla­re­ce­dora quando diz: “No prin­cí­pio criou Deus os céus e a terra”.

2. Étnico. Des­creve o começo e a expan­são das raças, povos e nações.

3. His­tó­rico. É único a tra­çar a ori­gem do homem numa linha con­tí­nua a par­tir de Adão e da implan­ta­ção do reino teocrático.

4. Reli­gi­oso. revela a pes­soa e o cará­ter de Deus, a cri­a­ção e queda do homem, e as ali­an­ças e pro­mes­sas divi­nas da redenção.

5. Pro­fé­tico. É a ori­gem dos temas pro­fé­ti­cos em toda a Bíblia. Toda a sua his­tó­ria gira em torno do Mes­sias e do reino messiânico.

TEMAS DO PENTATEUCO

1. SOBRE DEUS

GÊne­sis – Deus é sobe­rano sobre a cri­a­ção, o homem e as nações.

Êxodo - Deus tem poder para jul­gar o pecado e redi­mir o pecador.

Leví­tico – Deus é santo e provê as con­di­ções para uma vida santa.

Núme­ros – Deus é bom e justo para dis­ci­pli­nar o seu povo.

Deu­te­ro­nó­mioDeus é fiel para cum­prir as suas promessas.

2. O PROJETO DE DEUS

Gêne­sis – Pre­pa­ra­ção e regu­la­mento do Reino de Deus.

Êxodo – Inau­gu­ra­ção e legis­la­ção do Reino de Deus.

Leví­tico – Orga­ni­za­ção espi­ri­tual do Reino de Deus.

Núme­ros – Orga­ni­za­ção polí­tica do Reino de Deus.

Deu­te­ro­nômio – Reor­ga­ni­za­ção do Reino para Canaã.

Fonte: texto entregue em sala de aula pelo professor Aderson Vianna

domingo, 5 de junho de 2011

Pentecostes


É o nome da festa em que comemoramos a vinda do Espírito Santo(50 dias após a Páscoa)

Algum tempo depois de ressuscitar, Jesus voltou para junto do Pai. Seus amigos ficaram com muito medo, por causa das perseguições que sofriam por serem seguidores de Jesus. Eles não queriam ser mortos. Mas, Jesus enviou o Espírito Santo para lhes dar coragem e sabedoria.
Páscoa e Pentecostes eram festas agrícolas muito antigas em Israel. Com o passar do tempo, foram transformadas em festas religiosas.
Páscoa revivia a saída do Egito.
Pentecostes recordava o dia em que Moisés, no Monte Sinai, recebeu a Lei, tida como o maior presente de Deus ao povo. O fato foi acompanhado de trovões, relâmpagos e trombeta tocando. Esse episódio é uma das bases sobre as quais Lucas constrói a narrativa do Pentecostes: 50 dias após a Páscoa.
Estando os discípulos reunidos em Jerusalém, houve um barulho como o rebentar de uma forte ventania (At 2,1-2). Com isso, Lucas afirma que, em Jerusalém, acontece a Nova Aliança; surge o Novo Povo de Deus; é dada a Nova Lei: o Espírito Santo.
No novo Pentecostes, Deus entrega o seu Espírito, realizando a nova Aliança, dessa vez com toda a humanidade (doze nações). A “língua” da comunidade da nova Aliança é o testemunho de Jesus, ou seja, o Evangelho, cujo centro é o amor de Deus que reúne os homens , provocando relação e entendimento ( o contrário de Babel: cf. Gn 11,1-9).
Não se deve confundir o fenômeno de Pentecostes com o falar línguas estranhas de 1 Cor,14,4-5. Em At 2,1-11, todos os que estão aí à escuta – há gente de 3 continentes – ouvem na própria língua (entendem perfeitamente) falar das maravilhas de Deus.
É o nascimento da Igreja, com a missão de dar continuidade à obra de Cristo através dos tempos, em meio à diversidade dos povos.
Não há fronteiras para esse povo, e o objetivo comum é viver o projeto de Deus. Esse povo é capaz de se entender e se unir porque fala a língua do Espírito de Jesus.
Nos dias de hoje, há muitos discípulos de Jesus que testemunham a mesma fé e coragem dos primeiros cristãos.
É no batismo que recebemos o Espírito Santo. Ele nos dá seus dons: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus( respeito). Porém, não podemos deixá-los escondidos, mas devemos colocá-los a serviço dos irmãos.
Que a experiência de Pentecostes da comunidade de Jerusalém repita-se em nossas comunidades.
Que o Espírito Santo nos dê força para enfrentarmos nossos medos.
Com esta festa termina o Tempo Pascal, com a saída do Círio.
Fontes: Bíblia, revista Brasil Cristão, revista Vida Pastoral